Ideias para a acessibilidade digital

“Ideias para a acessibilidade digital” foi uma rubrica do blog do Clube de Criativos de Portugal, editada entre novembro de 2017 e novembro de 2018. O objetivo era eventualmente ajudar o trabalho dos profissionais ligados às indústrias criativas, através da partilha de sugestões de ferramentas relacionadas com o tema da acessibilidade.

O tema da acessibilidade digital está longe de ser uma preocupação fundamental no dia-a-dia, de quem trabalha a comunicação das marcas. Contudo, é também verdade que a essência deste tema está intimamente ligada a muitas e pequenas decisões que são tomadas durante o processo criativo. Pequenas decisões, sem a consciência de que do outro lado de um qualquer produto digital poderá estar alguém com algum tipo de deficiência.

As “Ideias para a acessibilidade digital” não resolvem nenhum dos problemas essenciais das equipas de profissionais da indústria criativa relacionadas com este tópico. Da mesma forma, todas estas referências não são um elixir mágico que fará com que os produtos digitais produzidos por estas equipas passem a ser simplesmente mais acessíveis. Estas ideias são sim, mais um contributo para desmistificar o conceito de que o tema da acessibilidade digital é algo demasiado complexo de trabalhar. Todas as referências são de ferramentas disponíveis online e de forma gratuita a todos que queiram no seu trabalho do dia-a-dia, seja enquanto designer, programador ou qualquer outro tipo de profissional, ajudar a que a World Wide Web seja, cada vez mais, um lugar feito de e para todos.

Edição 1

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Diretrizes de acessibilidade para o conteúdo da web

Para ajudar toda a comunidade criativa e tecnológica na criação de websites cada vez mais acessíveis, o World Wide Web Consortium (W3C), a principal organização de implementação de boas-práticas na World Wide Web, desenvolveu um conjunto de diretivas muito concretas: as WCAG 2.0. Segundo as WCAG 2.0 e conforme a sua implementação, os websites poderão ser classificados segundo uma escala de conformidade de A, AA ou AAA, sendo A o nível de conformidade mais baixo e o AAA o mais elevado.

Apple, acessibilidade e Sady Paulson

Falar de acessibilidade é falar depois de deixar para lá os conceitos preconcebidos de exemplos inspiradores. É disso mesmo que nos fala este filme da Apple, criado para promover o trabalho no campo da acessibilidade dos seus produtos mas que tem aqui o contributo inspirador de Sady Paulson, uma mulher natural dos Estados Unidos que, apesar da sua paralisia cerebral, não desiste de contar as histórias que a fascinam através da tecnologia.

Como vê um website uma pessoa com dislexia?

A dislexia, ao contrário do que possa pensar, é um problema que afeta um número muito significativo de pessoas em todo o mundo. Por exemplo em Portugal, estudos indicam que cerca de 5,4% das crianças sofrem de dislexia, estimando-se que esta percentagem aumente para os 10% nos adultos. Tendo esta problemática como pano de fundo, a Quartz em parceria com Victor Widell desenvolveu um plugin para browsers que permite a um utilizador simular como qualquer site é visualizado por alguém com dislexia.

Edição 2

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Diversidade e design

“Diversidade e design” é um conjunto de artigos editados pelo blog sobre user experience, usabilidade e “digital product design”, UXDESIGN.CC. Esta rubrica do blog disponibiliza um conjunto de 18 artigos que exploram diferentes ângulos do tema da acessibilidade digital, concretizados em visões pessoais de um leque muito alargado de perspetivas sobre a relação dos produtos digitais e a sua utilização por pessoas com diferentes tipos de limitações.

Stark

Para todos os designers que desenham os seus protótipos num dos programas do momento, o Sketch, existe um plugin que lhes permite fazer uma série de pequenos testes relacionados com a acessibilidade dos seus produtos em poucos segundos. O Stark é um plugin para o Sketch que permite ainda dentro do próprio software de desenho, testar coisas como os contrastes de cores dos elementos ou a forma como utilizadores com diferentes tipos de daltonismo utilizarão o produto.

Accessibility for everyone

Editado pela A Book Apart, o livro “Accessibility for everyone” de Laura Kalbag, explica de forma muito simples alguns dos conceitos mais importantes da acessibilidade e a sua relação com a programação de produtos digitais. Como qualquer livro da A Book Apart, esta publicação está disponível em versão impressa e digital e utiliza uma linguagem muito objetiva. Ao longo do texto são apresentados vários conselhos úteis para qualquer uma das fases de desenvolvimento do projeto, seja no desenho ou programação, passando pelo planeamento. Um livro de leitura obrigatória para todos os que procuram a melhor acessibilidade dos seus produtos.

Edição 3

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Design inclusivo na Microsoft

O processo de transformação da acessibilidade dos produtos digitais não é um caminho que começou agora. Já faz algum tempo que, de diferentes maneiras, muitas marcas relacionadas com tecnologia presentes no dia-a-dia dos consumidores desenvolvem trabalho nesta área. A Microsoft partilha através desta plataforma muito do pensamento, trabalho e recursos que vem desenvolvendo ao longo do tempo na área da inclusão.

Contrast ratio

A cor tem na acessibilidade digital uma importância fundamental. Ela é capaz de transmitir a cada utilizador um sem fim de informações, sejam elas de que dimensão ou profundidade for. Durante o processo de desenho de um interface é também possível, sem grande esforço, testar — através de ferramentas como o Contrast ratio — qual a relação da paleta cromática do nosso produto com as normas de acessibilidade WCAG, percebendo ao mesmo tempo em que nível de conformidade (A, AA ou AAA) se encontram as cores do produto digital que estamos a desenhar.

Smashing Magazine

A Smashing Magazine é uma das publicações online de referência em todo o mundo para os profissionais que desenvolvem todo o tipo de produtos digitais. Sejam programadores ou designers, todos poderão encontrar na Smashing muitos artigos extremamente relevantes e práticos para as necessidades do seu dia-a-dia. Também o tema da acessibilidade, tem lugar nesta publicação. Numa categoria própria, a Smashing Magazine faz questão de reunir um conjunto muito interessante de artigos e que abordam diferentes dimensões do desafio que é trabalhar o tema da acessibilidade digital.

Edição 4

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Dos and don’ts on designing for accessibility

Nas discussões mais recorrentes na comunidade criativa é fácil apelidar a acessibilidade como um tema complexo. Na verdade é uma temática que requer algum estudo. Contudo, está longe de ser um tema difícil de tangibilizar naquilo que é a atividade do dia-a-dia das equipas criativas. Para provar isso mesmo, o designer Karwai Pun da equipa digital do portal GOV.UK, criou um conjunto de cartazes que resume de forma muito interessante alguns dos tópicos que é importante ter em mente quando se trabalha a acessibilidade em produtos digitais. Os cartazes estão disponíveis online em vários idiomas.

Google Noto Fonts

A acessibilidade, em especial a digital, está intimamente relacionada com criação de produtos globais, ou seja, produtos que poderão ser utilizados pelas pessoas independentemente da sua cultura. Mas, neste desafio global, o idioma, especialmente a sua representação tipográfica, poderá ser uma grande barreira. Contudo, não existem muitas famílias tipográficas capazes de suportar um número muito alargado de idiomas. Consciente do desafio e da importância de não excluir nenhuma cultura do mundo conectado que o digital permite, a Google em parceria com a Monotype, criou a Noto, uma família tipográfica que suporta mais de 800 linguagens através de um conjunto de cerca de 100 mil caracteres diferentes.

Access+Ability

Access+Ability é o nome de uma exposição inovadora levada a cabo pelo Cooper Hewitt de Nova Iorque que reúne num único espaço diferentes tipos de produtos, analógicos e digitais, que procuram de alguma forma melhorar o dia-a-dia de pessoas com deficiência. Aberto ao público até Setembro de 2018, é uma excelente oportunidade de compreender melhor a vida quotidiana e os desafios da acessibilidade em várias dimensões.

Edição 5

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A List Apart

A acessibilidade digital, sempre foi um tema muito propício ao envolvimento da comunidade criativa e tecnológica. Ao longo do tempo a comunidade tem trazido o tema para discussão sob várias perspetivas, através da investigação e da criação de conteúdos. A List Apart, um dos sites atualmente mais relevantes sobre tecnologia, tem um espaço dedicado precisamente ao tema da acessibilidade. Por conseguinte, aqui é possível encontrar vários artigos que abordam o tema da acessibilidade digital por diferentes ângulos, seja importância do design ou através da vertente da programação e construção de código.

Accessibility Checklist

As WCAG (Web Content Accessibility Guidelines) na sua versão 2.0 desenvolvidas pelo Consórcio W3C, são uma ferramenta muito importante enquanto orientação para a criação de produtos digitais cada vez mais acessíveis. Enquanto ferramenta reúne um conjunto muito alargado de diretivas que podem melhorar em muito o código, mas não só. Para permitir o acompanhamento das WCAG ao longo do projeto de forma bastante fácil, a Accessibility Checklist permite simplificar a leitura destas normas, segmentando a sua aplicabilidade conforme o nível de conformidade (A, AA e AAA).

ChromeVox

Para alguém habituado a pensar e a construir mensagens através de imagens é bastante difícil imaginar que a navegação online possa ser feita apenas através de som. Quase todos os utilizadores invisuais da World Wide Web navegam através de ferramentas chamadas de screen readers. Contudo, estas ferramentas, mais que não fazem do que traduzir em palavras o código que suporta cada um dos websites. O ChromeVox é precisamente uma dessas ferramentas. Mesmo para alguém com o pleno uso da sua visão, visitar um website através de um screen reader é uma experiência muito desafiante.

Edição 6

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Google Accessibility

Muitos dos produtos Google têm vindo a integrar cada vez mais preocupações ao nível da sua acessibilidade para pessoas com diferentes tipos de deficiência. O universo de produtos desta marca é bastante alargado e a preocupação transversal. O Google Accessbility é um espaço onde a marca descreve tudo aquilo que tem feito neste campo, nos seus vários produtos, ao mesmo tempo que procura envolver toda a comunidade tecnológica nesta discussão sobre a acessibilidade e a sua importância na tecnologia.

Accessibility Wins

Accessibility Wins é um blog da web developer Marcy Sutton que procura reunir várias referências de boas-práticas no trabalho digital do tema da acessibilidade. O blog reúne diferentes tipos de referências que podem ser desde projetos digitais com uma abordagem interessante, passando pelo tema da acessibilidade, até ferramentas ou soluções de user experience ou user interface inovadoras. Independentemente do tipo de referência que se possa encontrar no blog, uma coisa é certa: Accessibility Wins.

Designed for Everyone

O tema da acessibilidade não se pode dizer que seja algo esquecido nos produtos da Apple. Através de várias preocupações e abordagens aos muitos produtos da marca, esta procura de forma muito concreta incorporar ferramentas para que um maior número de pessoas os possam utilizar no seu dia-a-dia. “Designed for Everyone” é uma série de vídeos que relatam o dia-a-dia de pessoas com diferentes tipos de deficiência e a forma como os produtos da marca permitem uma maior integração com o mundo, on e offline.

Edição 7

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WebAIM

A sigla WebAIM quer na verdade dizer “Web Accessibility In Mind” e representa uma organização sem fins-lucrativos sediada na Universidade de Utah nos Estados Unidos que ao longo do tempo se tornou numa referência muito relevante na área de estudo da acessibilidade digital. No seu website é possível encontrar um acervo muito completo de conteúdos e recursos relacionados com o tema e que, de diferentes formas, fornece ferramentas muito úteis para quem acredita que pode tornar a internet um lugar cada vez mais inclusivo através do design e do código.

Accessibility GOV.UK

GOV.UK, o portal de informação do Governo Britânico, é de longe um dos processos de user experience aplicados ao contexto governamental mais interessantes que já vimos nos últimos anos. O projeto, que só por si seria muito interessante conhecer, ganha um valor acrescentado ainda maior quando coloca também na sua esfera de preocupações a acessibilidade digital. Neste blog, através de uma rubrica própria dedicada à acessibilidade, é possível conhecer alguns artigos que relatam de forma muito simples e sem complicações várias ideias, desafios e soluções que as equipas vão desenvolvendo para que o tema da acessibilidade digital nunca deixe de ser no GOV.UK também um fator de sucesso do projeto.

ARIA by Mozilla

Accessible Rich Internet Applications, ou mais conhecidas como ARIA, são fundamentalmente um conjunto de recomendações desenvolvidas para tornarem o conteúdo -mas principalmente as aplicações da World Wide Web – mais acessíveis a pessoas com algum tipo de limitação. São na prática um conjunto de normas orientadoras para o desenvolvimento de aplicações online, especialmente as que utilizam Ajax ou Javascript. Neste espaço informativo, editado pela Mozilla, é possível conhecer alguma documentação associada as ARIA, como por exemplo artigos, blogs ou ainda alguns bons exemplos de trabalho com mais estas recomendações ligadas à acessibilidade digital.

Edição 8

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ColorADD

Existem as ideias, as boas e as outras, as geniais, aquelas capazes de mudar o mundo, mais que não seja mudando pequenas coisas no dia-a-dia. E o ColorADD é uma dessas ideias. Criado por um português, o Miguel Neiva, o ColorADD é um sistema de identificação de cores que permite a pessoas com diferentes tipos de daltonismo identificar muitas das tonalidades de cor dos objetos do seu quotidiano. Por conseguinte, o código, através da sua iconografia própria em diferentes suportes, pode ser aplicado inclusive em aplicações digitais que utilizem a cor como veículo para a transmissão de algum tipo de informação utilitária ou funcional.

Google I/O The Gold Standard

A apresentação “The Gold Standard – accessible web components”, realizada por Alice Boxhall e Rob Dodson nas conferências Google I/O, resume de forma simples e através de bastantes exemplos visuais, muitos dos desafios inerentes à criação de experiências digitais. Esta apresentação, que disponibiliza também as notas dos autores sobre cada um dos slides, mostra como a experiência do utilizador pode ser igualmente valiosa mesmo que em muitas situações o teclado do computador seja o principal interface de interação entre e a pessoa e o produto.

IBM Design Accessibility Handbook

A acessibilidade digital é cada vez mais uma preocupação das maiores empresas de tecnologia. A IBM, consciente desta importância, tem feito um esforço para trazer esta preocupação para o centro dos seus processos de ideação e design de produtos. Resultado disso, editou em 2017 um handbook com algumas das principais recomendações para as suas próprias equipas no que à acessibilidade digital diz respeito. O conteúdo do handbook está disponível para consulta online e pode ser descarregado em formato pdf de forma gratuita.

Edição 9

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Web Accessibility for Designers

O WebAIM é uma organização sem fins-lucrativos dedicada ao estudo e produção de recursos sobre a temática da acessibilidade. Na linha desta sua missão, a organização editou em 2013 uma infografia que resume de uma forma bastante simples, mas ao mesmo tempo gráfica, alguns dos tópicos mais importantes que os designers devem ter em conta quando estão a desenhar um qualquer produto digital. O recurso da infografia está disponível em formato de imagem mas também em versão de código html.

Accessibility guidelines checklist

A acessibilidade é cada vez mais um trabalho multidisciplinar que deve envolver diferentes perfis de profissionais. Dos designers aos programadores, passando pelos editores de conteúdos, é muito importante que toda a equipa esteja alinhada entre si na temática da acessibilidade. O recurso “accessibility guidelines checklist” mais não é que um inventário de pontos, em jeito de checklist, daquilo que designers, engenheiros, gestores de projeto, gestores de qualidade e editores não se podem esquecer de verificar antes de lançarem um novo produto digital.

Design in Tech report 2018

Editado desde 2015 por uma equipa liderada pelo designer John Maeda, o relatório Design in Tech reúne anualmente um conjunto muito alargado de análises e insights sobre a forma como o design e a tecnologia estão a transformar a realidade que hoje conhecemos e aceitamos. Na edição de 2018, para além do rigor e da relevância da informação que é apanágio destes relatórios, é possível encontrar uma referência muito concreta ao “inclusive design”. No relatório consta um capítulo, que reforça a ideia que o design inclusivo não só melhora os produtos mas também o negócio das empresas.

Edição 10

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My web my way

A BBC sempre foi uma marca preocupada com a acessibilidade digital. Ao longo da sua história, muitas foram as iniciativas tentaram fazer os produtos BBC acessíveis ao maior número de utilizadores. A área “My web my way” da BBC é um espaço interessante de aprendizagem para quem se preocupa com a acessibilidade dos seus conteúdos digitais. Por entre muitas coisas, é possível encontrar várias recomendações práticas para os diferentes tipos de limitações que os utilizadores com necessidades especiais poderão ter.

Inclusive Design SME series

Por muito que possamos pensar sobre a acessibilidade digital em abstrato, o tema ganha outra dimensão quando damos rostos aos desafios. Mas, pensar nos utilizadores com necessidades específicas trata-se fundamentalmente de ir ao encontro de histórias pessoais. Sobre esta perspetiva, a Microsoft, através deste conjunto de vídeos, retrata os desafios quotidianos de algumas pessoas. Com relatos na primeira pessoa, este vídeos, refletem também a preocupação da marca sobre uma sociedade feita de igualdades e especificidades.

Wave

O Wave é uma extensão gratuita, disponível para Google Chrome que permite de forma simples em poucos segundos fazer um diagnóstico de acessibilidade da página. Desenvolvido pela WebAIM (Web Accessibility In Mind), uma organização sem fins-lucrativos e sediada na Universidade de Utah nos Estados Unidos. Esta extensão disponibiliza a qualquer utilizador uma visão global e visual de quais os principais problemas em termos de acessibilidade das páginas que consulta diariamente.

Edição 11

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Adobe Accessibility

Os produtos da Adobe são utilizados todos os dias por profissionais em todo o mundo ligados a diferentes áreas da criatividade. Com a ajuda destas ferramentas, designers e programadores, criam, dia após dia, os produtos digitais que serão depois utilizados por milhões de utilizadores. Esta área do site institucional da Adobe apresenta muitas das preocupações da marca relacionadas com o tema da acessibilidade. Preocupações quer sejam nos seus próprios produtos, quer no impacto que isso tem em toda a indústria criativa. Aqui é possível não só encontrar a visão e missão da marca sobre esta perspetiva, mas também alguns recursos, estatísticas e casos de sucesso.

18F Accessibility Guide

Embora a acessibilidade não seja um tema recorrente nas discussões sobre produtos digitais, através de uma pesquisa simples é possível encontrar muita documentação de apoio. Contudo, dos muitos conteúdos e guias que possam ser encontrados nestas pesquisas, existem muito poucos tão completos como o 18F Accessibility Guide. Este guia, editado pelo projecto 18F, reúne, várias sugestões práticas para designers e programadores de como melhorar os produtos digitais para utilizadores com necessidades especiais.

Seren Davies “Death to icon fonts”

Os desafios para a programação no que toca à temática da acessibilidade digital são imensos. O design tem um papel preponderante na criação de produtos acessíveis, mas é na integração de diferentes tecnologias que a tarefa se torna complicada. Neste vídeo de 2015, Seren Davis, engenheira de software, explica alguns dos problemas associados à utilização dos icon fonts no código para a acessibilidade.

Edição 12

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Regras e dicas de acessibilidade

O Sapo é de forma muito clara uma das marcas que sempre estará ligada à história do digital em Portugal. O Sapo contribuiu ao longo do tempo, para muito do caminho que os utilizadores portugueses fizeram na descoberta da World Wide Web. Também no tema da acessibilidade digital é possível encontrar algum trabalho de literacia feita pelo Sapo, através do projeto “Regras e dicas de acessibilidade”. Organizado essencialmente segundo duas grandes áreas, acessibilidade para sítios web e acessibilidade para aplicações mobile, este guia explica com exemplos práticos o que se deve e não deve fazer para que cada produto possa ser utilizado pelo maior número de utilizadores possível. Para além de toda esta documentação, este guia disponibiliza ainda uma checklist, muito útil na hora de verificar em que ponto está a acessibilidade.

Unidade Acesso

A Unidade Acesso é uma estrutura da Fundação para a Ciência e Tecnologia que tem por missão promover e valorizar a inclusão e acessibilidade digital. A Unidade enquanto centro de conhecimento de acesso livre e reúne um conjunto muito alargado de recursos, artigos, normativas, referências e ferramentas, tudo sobre acessibilidade. Para além disto, é igualmente possível encontrar na página da Unidade Acesso, alguns estudos do panorama da acessibilidade em Portugal, em especial na área governamental.

Access Monitor

O Access Monitor é um validador automático para as Web Content Accessibility Guidelines desenvolvido pela Unidade Acesso da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Disponível online de forma gratuita, esta ferramenta de controlo permite a qualquer utilizador testar e perceber qual o grau de conformidade entre A, AA e AAA das páginas que visita diariamente com as boas práticas ao nível de acessibilidade digital, definidas pelo consórcio W3C.

Fotografia © Luke Stackpoole