Sobre o DXD

Existe uma frase muito conhecida de Henry Ford e que reflete de forma particular muito daquilo que se constitui como a identidade do DXD e que diz o seguinte: “se eu tivesse perguntado às pessoas o que elas queriam, elas teriam dito cavalos mais rápidos”. Para além da constatação curiosa de procurar resolver os desafios do presente simplesmente com as soluções conhecidas, a frase reflete também uma outra preocupação.

De muitas formas, a citação revela uma inquietação mais ou menos evidente, em questionar as soluções da época, neste caso de mobilidade. Questionar não só num sentido critico, mas principalmente tentando perceber como poderia a inovação desempenhar um papel preponderante na evolução do quotidiano.

Design

No contexto económico atual é inegável o papel preponderante que o design ✏️, na mais ampla concepção da palavra, tem em muitos negócios e na construção de diferentes marcas, cada vez mais globais. Fruto da evolução dos tempos, o design enquanto disciplina de conhecimento e área profissional, evoluiu de uma concepção artesanal, para uma área que equilibra em si tanto a dinâmica criativa das ideias e inovação como a lógica construída com uma base analítica.

Experiências

Por outro lado, é igualmente verdade que vivemos a era das experiências 😍. Tudo pode ser considerado uma experiência, independentemente das pessoas a que se destina, esteja esta em que ponto do globo estiver. Aliás, as experiências, mais simples ou complexas, funcionais ou emocionais, tornaram-se em grande medida o campo de batalha das marcas e por consequência das empresas.

Nos dias de hoje não basta simplesmente colocar no mercado um determinado produto ou serviço, é necessário que tudo isso se construa em torno daquilo que será a experiência que cada pessoa terá de uma determinada marca. A forma como se compra um produto ou um serviço, o processo de decisão e as ferramentas ao dispor de cada pessoa para que possa escolher o que melhor satisfaz as suas necessidades, ou até mesmo a altura em que é necessário algum tipo de assistência, tudo são momentos da experiência da marca, que se querem memoráveis e que podem e devem ser desenhados.

Digital

Mas, é impossível falar de design e ainda mais de experiências sem contextualizar também a importância que o digital 📱 tem na construção ou transformação, de quase todos os negócios, cada vez mais focados nas pessoas e nas suas reais necessidades. O senso comum, o mesmo da época de Henry Ford, dirá que o digital se constitui como simplesmente mais uma área de trabalho das marcas.

Na verdade, se olharmos de forma mais profunda para o tema, é fácil constatar que o digital é cada vez menos uma área de trabalho. O digital é sim, cada vez mais, uma dinâmica transformadora, capaz de redesenhar negócios de empresas centenárias. Marcas capazes de adaptar a sua oferta a um perfil de pessoas que nasceu sem nunca ter visto uma disquete e que tem no telemóvel ligado à internet, a sua principal ferramenta de trabalho.

Reflexão e partilha

Inspirado por um contexto de mudança, o DXD, acrónimo de “Digital Experience Design” funciona acima de tudo como um espaço de convergência. Mais que um blog, o DXD representa também uma folha em branco, aberta à reflexão e partilha sobre o design, o digital e as experiências. Ao mesmo tempo que assume um reconhecimento humilde que o design é hoje uma área de competência em profunda mudança que requer um pensamento estruturado e amadurecido. Um espaço onde através do exercício da escrita, se procura clarificar, estruturar e hierarquizar ideias. A escrita aliás, constitui-se como o desafio derradeiro de organizar conceitos abstractos numa linha de pensamento lógica, capaz de ser partilhada e discutida.

Espaço aberto à discussão

“Digital Experience Design” para além de ser o conceito que melhor define o DXD, reflete também muitas das áreas temáticas que pretende explorar. O DXD procura pensar sobre design, mas também sobre criatividade. Sobre digital, da mesma forma que sobre as suas metodologias. Sobre user experience (UX) e user interface (UI), incontornavelmente. Mas também sobre digital product design, user research, arquitetura de informação, user testing, design thinking, design systems, acessibilidade digital… E todos os temas que façam sentido num contexto mais alargado de pensamento, desenho e desenvolvimento de novas experiências digitais.

Todos são bem-vindos

Embora a diversidade de temas que podem ser explorados seja imensa, a ambição é sempre a mesma, simplificar conceitos, sem perder o seu verdadeiro sentido. O objetivo principal não passa por envolver só uma comunidade específica, mas sim, abrir a discussão e a partilha a um número maior de pessoas. O DXD não é só para designers, é também para todos os profissionais que têm por missão construir as marcas e os negócios digitais do futuro.

Sem fronteiras e em português

A internet tem muito poucas fronteiras. Se pensarmos bem, é bastante difícil adaptar o conceito de fronteiras a este espaço desmaterializado a que chamamos muitas vezes de world wide web. Salvo raras excepções, felizmente, a internet tornou-se um lugar multicultural fantástico que reconhece e inclui qualquer pessoa, independentemente da sua origem, crença ou ideologia políticas Apesar disso, a internet é por outro lado, muito moldada pela variedade de idiomas que nela circulam. A língua, em boa verdade até se pode considerar, não as fronteiras da internet, mas sim, a sua cartografia. É a língua, que permite a qualquer pessoa participar numa determinada comunidade, expôr as suas ideias e receber de volta novas perspetivas.

O DXD, acredita que o digital experience design, tal e qual como a internet não tem fronteiras (a própria designação do blog reflete isso). Acredita na partilha global entre profissionais como um espaço de enriquecimento fundamental. Mas, acredita também na língua portuguesa 🇵🇹 como um património ímpar. Um contexto cultural comum, que muito pode valorizar qualquer discussão livre através de uma plataforma comunitária, aberta ao diálogo segundo um mesmo contexto cultural.